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O mês de agosto despede-se de Foz do Iguaçu sob forte calor nesta sexta-feira (28), com termômetros alcançando a marca de 32°C, forte incidência solar e rajadas de vento que podem chegar a 54 quilômetros por hora.

Mudança no tempo e previsão de chuva

A estabilidade atmosférica tem prazo para acabar na região de fronteira. A partir de sábado (29), o cenário meteorológico sofre uma virada, abrindo espaço para ocorrências de pancadas de chuva e manutenção das máximas em torno de 31°C.

O Simepar aponta que o domingo (30) e a segunda-feira (31) serão marcados por instabilidade, chuvas volumosas e ventania com velocidades de até 61 quilômetros por hora, provocando uma queda expressiva nas temperaturas no encerramento do final de semana.

Alertas de temporais e acumulados

Projeções de institutos especializados reforçam o alerta para precipitações significativas nos próximos dias. O Climatempo prevê a formação de temporais já na tarde de segunda-feira, acompanhados por um volume estimado de 25 milímetros de chuva, dando lugar a dias mais amenos a partir de terça-feira (1º).

No mesmo sentido, a Metsul Meteorologia antecipa chuvas isoladas para o domingo com pico térmico de 33°C, além de um acumulado de 24 milímetros previstos para o início da semana seguinte na Terra das Cataratas.

Vazão das Cataratas do Iguaçu

O volume de água no principal cartão-postal da cidade registra patamares elevados. Por volta das 11h desta sexta-feira, a vazão nas Cataratas do Iguaçu atingiu 3.790 metros cúbicos por segundo, marca que supera em mais de duas vezes a média histórica padrão do rio na região, estabelecida em 1.500 m³/s.

Monitoramento hidrológico

Dados operacionais da Copel indicam que o ápice desta cheia ocorreu às 11h do dia anterior, quando o fluxo chegou a registrar 5.690 m³/s, havendo perspectiva de gradual redução para o decorrer das próximas horas.

Na estação de monitoramento de Porto Capanema, situada águas acima, a vazão matutina era de 2.580 m³/s com viés de baixa. Vale destacar que o volume hídrico registrado nesse ponto superior leva, rotineiramente, de 15 a 20 horas para alcançar as quedas principais.