{"id":30913,"date":"2026-08-28T09:36:41","date_gmt":"2026-08-28T12:36:41","guid":{"rendered":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/?p=30913"},"modified":"2026-08-28T09:36:41","modified_gmt":"2026-08-28T12:36:41","slug":"agricultura-familiar-transforma-vida-de-casal-apos-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/index.php\/2026\/08\/28\/agricultura-familiar-transforma-vida-de-casal-apos-pandemia\/","title":{"rendered":"Agricultura familiar transforma vida de casal ap\u00f3s pandemia"},"content":{"rendered":"<p>A pandemia de Covid-19, em 2020, obrigou muitos profissionais a mudarem de trajet\u00f3ria. Foi o caso de Alex Passador e Mariana Girotto, que atuavam com transporte escolar em Curitiba (PR). Com a paralisa\u00e7\u00e3o das atividades, eles precisaram vender a van que garantia o sustento da fam\u00edlia e retornar \u00e0 terra natal de Alex, no Noroeste paranaense, em um plano que parecia ser apenas tempor\u00e1rio.<\/p>\n<h2>Do transporte escolar ao cultivo na terra<\/h2>\n<p>Cinco anos ap\u00f3s o retorno, o que era provis\u00f3rio transformou-se em um projeto de vida definitivo. Atualmente, o casal trabalha em conjunto com os pais, o irm\u00e3o e a cunhada de Alex, cultivando tomates, morangos e piment\u00f5es em uma \u00e1rea de pouco mais de um alqueire, equivalente a 2,42 hectares.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria come\u00e7ou literalmente do zero, sem nenhuma estufa na propriedade. O primeiro espa\u00e7o protegido foi erguido justamente com os recursos obtidos ap\u00f3s a venda do ve\u00edculo de transporte escolar, dando in\u00edcio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da fam\u00edlia.<\/p>\n<h2>Cr\u00e9dito rural e expans\u00e3o dos cultivos<\/h2>\n<p>Para ampliar as atividades, o casal precisou buscar financiamento. Ap\u00f3s enfrentarem dificuldades em outras institui\u00e7\u00f5es financeiras para acessar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (<b>Pronaf<\/b>), eles encontraram suporte na <b>Cresol<\/b>.<\/p>\n<p>O atendimento pr\u00f3ximo do gerente de Neg\u00f3cios facilitou a libera\u00e7\u00e3o de recursos do <b>Pronaf<\/b>. O montante viabilizou a constru\u00e7\u00e3o de duas novas estufas dedicadas aos tomates, al\u00e9m de custeio para as safras de morango e piment\u00e3o, impulsionando a produtividade do neg\u00f3cio familiar.<\/p>\n<h2>Alta produtividade e venda direta<\/h2>\n<p>A dedica\u00e7\u00e3o di\u00e1ria gerou n\u00fameros expressivos. Em uma \u00fanica estufa de mil metros quadrados, a colheita anual de tomates varia entre 20 mil e 30 mil quilos. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de morangos alcan\u00e7a de 4 mil a 5 mil quilos por ano.<\/p>\n<p>Os alimentos cultivados abastecem mercados, restaurantes, feirantes e a Cooperativa dos Produtores Rurais de Umuarama (<b>Cooperu<\/b>), que atende a rede escolar. Al\u00e9m disso, a propriedade adotou o sistema &#8220;colha e pague&#8221;, permitindo que visitantes colham morangos diretamente do p\u00e9.<\/p>\n<h2>Adapta\u00e7\u00e3o e novos planos para o futuro<\/h2>\n<p>Natural de Curitiba, Mariana admite que a transi\u00e7\u00e3o da vida urbana para o campo exigiu adapta\u00e7\u00e3o, mas hoje celebra os frutos do pr\u00f3prio trabalho e o contato direto com os consumidores.<\/p>\n<p>Com o neg\u00f3cio consolidado, a fam\u00edlia j\u00e1 planeja novos investimentos na infraestrutura da propriedade para os pr\u00f3ximos anos, consolidando a <b>agricultura familiar<\/b> como fonte duradoura de renda e realiza\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia de Covid-19, em 2020, obrigou muitos profissionais a mudarem de trajet\u00f3ria. Foi o caso de Alex Passador e Mariana Girotto, que atuavam com transporte escolar em Curitiba (PR). 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