{"id":21842,"date":"2025-01-27T11:17:26","date_gmt":"2025-01-27T14:17:26","guid":{"rendered":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/?p=21842"},"modified":"2025-01-27T11:17:27","modified_gmt":"2025-01-27T14:17:27","slug":"com-apoio-do-estado-pesquisa-do-dna-dos-paranaenses-ja-coletou-3-mil-amostras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/index.php\/2025\/01\/27\/com-apoio-do-estado-pesquisa-do-dna-dos-paranaenses-ja-coletou-3-mil-amostras\/","title":{"rendered":"Com apoio do Estado, pesquisa do DNA dos paranaenses j\u00e1 coletou 3 mil amostras"},"content":{"rendered":"\n<p>Entender o perfil gen\u00e9tico do paranaense e, com isso, avan\u00e7ar em diagn\u00f3sticos precoces e at\u00e9 aperfei\u00e7oar tratamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas s\u00e3o algumas das premissas do projeto Genomas Paran\u00e1, que conta com o financiamento do Governo do Estado. Lan\u00e7ado em 2023, o projeto j\u00e1 coletou 3.000 amostras biol\u00f3gicas no munic\u00edpio de Guarapuava, no Centro-Sul, onde a fase-piloto \u00e9 realizada, e analisou 280 delas utilizando tecnologia de ponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Com aportes da Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria e da Secretaria estadual da Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior, que j\u00e1 ultrapassam os R$ 6 milh\u00f5es, o Genomas Paran\u00e1 busca descrever o perfil gen\u00e9tico e epidemiol\u00f3gico dos paranaenses, com impacto direto na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as como c\u00e2ncer, obesidade e diabetes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO apoio do Governo do Paran\u00e1 nos permitiu adquirir equipamentos, materiais de laborat\u00f3rio que s\u00e3o caros, bolsas de pesquisadores e nos colocar em evid\u00eancia na pesquisa gen\u00e9tica do Pa\u00eds\u201d, explica o professor da Universidade Estadual do Centro-Oeste e coordenador do projeto, David Livingstone Figueiredo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O projeto come\u00e7ou a tomar forma em 2021, quando o Governo do Estado criou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.seti.pr.gov.br\/cct\/valedogenoma\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vale do Genoma<\/a>, um ecossistema de inova\u00e7\u00e3o em biotecnologia e sa\u00fade formado por mais de 20 institui\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 \u00e1rea de pesquisa, entre elas as universidades estaduais do Centro-Oeste (Unicentro) e de Ponta Grossa (UEPG), al\u00e9m da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o coordenador do projeto, o Vale do Genoma \u00e9 fruto de uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica para transformar o Paran\u00e1 em um polo de pesquisa gen\u00e9tica e inova\u00e7\u00e3o. \u201cO ambiente criado aqui permitiu que avan\u00e7\u00e1ssemos rapidamente no Genomas Paran\u00e1, conectando ci\u00eancia, sa\u00fade e desenvolvimento econ\u00f4mico\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NA PR\u00c1TICA<\/strong>&nbsp;\u2013 A etapa inicial do Genomas Paran\u00e1 conta com duas formas de recrutamento: amostragem aleat\u00f3ria, com visitas de pesquisadores \u00e0s casas sorteadas, e amostragem por conveni\u00eancia, em que volunt\u00e1rios se inscrevem pelo site do Instituto para Pesquisa do C\u00e2ncer (IPEC) de Guarapuava. O objetivo \u00e9 atingir 4.500 participantes, sendo 2.000 em cada modalidade e mais 500 idosos cognitivamente saud\u00e1veis com mais de 80 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes, al\u00e9m de responderem a um question\u00e1rio epidemiol\u00f3gico com mais de 300 perguntas, doam amostras de sangue, saliva e fezes, uma vez que h\u00e1 cada vez mais doen\u00e7as associadas \u00e0 microbiota do intestino. Essas amostras s\u00e3o enviadas ao IPEC Guarapuava (Instituto de Pesquisa do C\u00e2ncer), onde s\u00e3o extra\u00eddas mol\u00e9culas como DNA e RNA e realizadas an\u00e1lises gen\u00e9ticas utilizando equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, como sequenciadores com capacidade de processar 96 amostras simultaneamente.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOs dados que estamos gerando servir\u00e3o como base para diagn\u00f3sticos mais precisos e o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 sa\u00fade da nossa popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o projeto prepara o Paran\u00e1 para liderar avan\u00e7os na medicina de precis\u00e3o, que tamb\u00e9m permite um olhar individualizado para o atendimento dos pacientes\u201d, refor\u00e7a Figueiredo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Os resultados gerados s\u00e3o armazenados em nuvem e apenas os pesquisadores ligados ao projeto t\u00eam acesso. Embora a etapa inicial garanta a coleta de 4 mil amostras, a expectativa \u00e9 coletar mais 4 mil nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos. O trabalho como um todo, no entanto, deve acontecer pelos pr\u00f3ximos 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo aos trabalhos de coleta e amostragem, em parceria com a Universidade de S\u00e3o Paulo o projeto vai criar um grande Banco de Dados, que integrar\u00e1 os dados da pesquisa com sistemas que cuidam de bancos de saneamento, clima, e outros para permitir a an\u00e1lise de diversas vari\u00e1veis que podem influenciar na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. \u201cO objetivo \u00e9 que com essa integra\u00e7\u00e3o, podemos usar Intelig\u00eancia Artificial para, por exemplo, apontar caminhos para diagn\u00f3sticos precoces e encaminhamentos&#8221;, completa Figueiredo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BENEF\u00cdCIOS<\/strong>&nbsp;\u2013 O mapeamento gen\u00e9tico da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo realizado em grandes pa\u00edses e pode trazer in\u00fameros benef\u00edcios para o futuro. \u201cMuito se fala em medicina de precis\u00e3o, para buscar o melhor tratamento e personalizar as condutas m\u00e9dicas, mas sem dados isso n\u00e3o tem como acontece. A pesquisa gera dados que poder\u00e3o ser trabalhados por muitos anos\u201d, salienta o coordenador do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, outras \u00e1reas ser\u00e3o beneficiadas. \u201cNa agricultura, n\u00e3o se faz plantio ou planejamento sem conhecer a gen\u00e9tica dos biomas. A expertise que teremos com a an\u00e1lise de dados e recursos humanos que saibam ler esses dados \u00e9 algo raro e que teremos no Estado. Por fim, muitas empresas de biotecnologia do Brasil e do mundo v\u00e3o prospectar investimentos no Paran\u00e1\u201d, explica Figueiredo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VANGUARDA NACIONAL<\/strong>&nbsp;\u2013 O reconhecimento nacional do Genomas Paran\u00e1 foi fortalecido em 2024, quando o Estado passou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Noticia\/Genoma-SUS-Parana-integra-projeto-que-coletara-informacao-genetica-de-21-mil-brasileiros\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">integrar o Genoma SUS<\/a>, iniciativa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que busca criar um banco de dados gen\u00e9ticos de 21 mil brasileiros. A proposta de cria\u00e7\u00e3o do projeto nacional surgiu diretamente de um simp\u00f3sio organizado no Vale do Genoma em 2023. Integrando o projeto nacional, o projeto paranaense deve receber R$ 30 milh\u00f5es de investimento nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Integram o Genoma SUS oito centros de pesquisa em seis estados, sendo dois do Paran\u00e1: em Guarapuava, com atividades desenvolvidas na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em parceria com o Instituto para Pesquisa do C\u00e2ncer (Ipec), e em Curitiba, no Instituto Carlos Chagas (ICC) vinculado \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz).<\/p>\n\n\n\n<p>Os demais locais de pesquisa est\u00e3o instalados no Par\u00e1 (em Bel\u00e9m, na Universidade Federal do Par\u00e1); Pernambuco (em Recife, na Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz\/Instituto Aggeu Magalh\u00e3es); Rio de Janeiro (na Universidade Federal do Rio de Janeiro); Minas Gerais (em Belo Horizonte na Universidade Federal de Minas Gerais); e no estado de S\u00e3o Paulo (em Ribeir\u00e3o Preto e na capital, em ambas as cidades nos c\u00e2mpus da USP).<\/p>\n\n\n\n<p>Os centros de pesquisa s\u00e3o respons\u00e1veis por fazer a coleta das amostras, sequenciamento do genoma completo, an\u00e1lise dos dados e organizar a biblioteca com as informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"21845\" src=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/entrada-1024x683.jpg?v=1737987425\" alt=\"\" class=\"wp-image-21845\" srcset=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/entrada-1024x683.jpg?v=1737987425 1024w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/entrada-300x200.jpg?v=1737987425 300w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/entrada-768x512.jpg?v=1737987425 768w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/entrada-1536x1024.jpg?v=1737987425 1536w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/entrada-2048x1365.jpg?v=1737987425 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"21844\" src=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/05_5-1024x683.jpg?v=1737987425\" alt=\"\" class=\"wp-image-21844\" srcset=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/05_5-1024x683.jpg?v=1737987425 1024w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/05_5-300x200.jpg?v=1737987425 300w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/05_5-768x512.jpg?v=1737987425 768w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/05_5-1536x1024.jpg?v=1737987425 1536w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/05_5-2048x1365.jpg?v=1737987425 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"21843\" src=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/2o-1024x683.jpg?v=1737987418\" alt=\"\" class=\"wp-image-21843\" srcset=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/2o-1024x683.jpg?v=1737987418 1024w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/2o-300x200.jpg?v=1737987418 300w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/2o-768x512.jpg?v=1737987418 768w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/2o-1536x1024.jpg?v=1737987418 1536w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/2o.jpg?v=1737987418 1620w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entender o perfil gen\u00e9tico do paranaense e, com isso, avan\u00e7ar em diagn\u00f3sticos precoces e at\u00e9 aperfei\u00e7oar tratamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas s\u00e3o algumas das premissas do projeto Genomas Paran\u00e1, que conta com o financiamento do Governo do Estado. 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