{"id":17173,"date":"2023-11-02T20:52:43","date_gmt":"2023-11-02T23:52:43","guid":{"rendered":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/?p=17173"},"modified":"2023-11-02T20:52:44","modified_gmt":"2023-11-02T23:52:44","slug":"chuvas-acima-das-medias-impactam-producao-agropecuaria-paranaense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/index.php\/2023\/11\/02\/chuvas-acima-das-medias-impactam-producao-agropecuaria-paranaense\/","title":{"rendered":"Chuvas acima das m\u00e9dias impactam produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria paranaense"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>As chuvas acima das m\u00e9dias registradas em outubro no Paran\u00e1 provocaram perdas na qualidade da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria paranaense, que ainda est\u00e3o sendo contabilizadas no campo. As lavouras de trigo \u00e0 espera da colheita tiveram piora nas condi\u00e7\u00f5es. Atualmente 42% das \u00e1reas restantes s\u00e3o classificadas como boas, ante 65% da semana anterior.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os dados constam do&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.agricultura.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2023-11\/boletim_semanal_43_deral_01_nov_23.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Boletim de Conjuntura Agropecu\u00e1ria<\/a><\/strong>&nbsp;relativo \u00e0 semana de 27 de outubro a 1.\u00ba de novembro. O documento \u00e9 preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o boletim, a maior parte das \u00e1reas que eram boas foi reclassificada para condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dias e passou para 44%. Na semana anterior estava em 30%. J\u00e1 a \u00e1rea de 5% que era considerada ruim elevou-se agora para 14%. Diante disso, \u00e9 poss\u00edvel que a \u00faltima previs\u00e3o, de 3,86 milh\u00f5es de toneladas, seja rebaixada.<\/p>\n\n\n\n<p>A colheita do trigo avan\u00e7ou de 84% da \u00e1rea de 1,4 milh\u00e3o de hectares para 89% durante esta semana. No entanto, tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o das chuvas fortes e intermitentes, a qualidade foi considerada p\u00e9ssima, de forma geral, situa\u00e7\u00e3o que pode se manter nas colheitas pr\u00f3ximas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MILHO E SOJA<\/strong>&nbsp;\u2013 As primeiras safras de soja e milho, que est\u00e3o sendo plantadas, tamb\u00e9m sofreram com as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, embora os impactos sejam pontuais. A soja ainda mant\u00e9m 92% das lavouras em situa\u00e7\u00e3o boa, 7% em condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dias e 1%, ruins.<\/p>\n\n\n\n<p>O milho sentiu mais as chuvas de outubro, primeiro por ter sido plantado antes da soja e, depois, por estar concentrado mais ao sul do Estado, onde as precipita\u00e7\u00f5es foram mais abundantes. Do que est\u00e1 a campo, 83% t\u00eam condi\u00e7\u00f5es boas, 15%, medianas, e 2%, ruins.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FEIJ\u00c3O&nbsp;<\/strong>\u2013 O excesso de umidade fez com que o feij\u00e3o que j\u00e1 est\u00e1 semeado perdesse qualidade. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 semana anterior, as \u00e1reas em condi\u00e7\u00f5es ruins subiram de 1% para 3%, as m\u00e9dias passaram de 17% para 24%, enquanto as que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o boa baixaram de 82% para 73%.<\/p>\n\n\n\n<p>O plantio j\u00e1 atingiu 83% da \u00e1rea estimada de 111,4 mil hectares, aqu\u00e9m do desej\u00e1vel. A alta umidade do solo dificulta a entrada de m\u00e1quinas e, onde \u00e9 poss\u00edvel o trabalho, a prioridade \u00e9 para a soja. O N\u00facleo Regional de Uni\u00e3o da Vit\u00f3ria, no Sul, n\u00e3o conseguiu evoluir na semeadura e metade das \u00e1reas plantadas foram classificadas como ruins.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>JABUTICABA<\/strong>&nbsp;\u2013 O boletim do Deral reporta ainda informa\u00e7\u00f5es sobre a jabuticaba. Os n\u00fameros levantados pelo departamento apontam que em 2022 a fruta ocupava 104 hectares, com produ\u00e7\u00e3o de 1,3 mil toneladas e Valor Bruto de Produ\u00e7\u00e3o de R$ 4,4 milh\u00f5es. De 36 frutas pesquisadas, ficou na 26.\u00aa coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As maiores produ\u00e7\u00f5es est\u00e3o nas regi\u00f5es de Cascavel, Curitiba e Francisco Beltr\u00e3o. O munic\u00edpio de Adrian\u00f3polis, na Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba, lidera, \u00e0 frente de outras 87 municipalidades que tamb\u00e9m cultivam a jabuticaba. Em 2022 as Ceasas\/PR comercializaram 70,8 mil toneladas da fruta, com montante de R$ 386,3 mil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LEITE E MEL<\/strong>&nbsp;\u2013 O documento registra que pelo quinto m\u00eas consecutivo o produtor paranaense recebeu menos pelo litro de leite posto na ind\u00fastria. Em outubro, a m\u00e9dia foi de R$ 2,21 por litro, 6,4% a menos que os R$ 2,36 de setembro e 27,5% inferior aos R$ 2,82 de outubro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao mel, o registro \u00e9 de que nos tr\u00eas trimestres de 2023 foram exportadas 21 mil toneladas in natura, totalizando receita de US$ 66,1 milh\u00f5es. Isso representa queda de 30% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 30,2 mil toneladas exportadas no mesmo per\u00edodo do ano passado. No ranking, o Paran\u00e1 ficou em quarto lugar, com receita de US$ 4,5 milh\u00f5es e volume de 1.595 toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Jos\u00e9 Fernando Ogura\/Arquivo AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As chuvas acima das m\u00e9dias registradas em outubro no Paran\u00e1 provocaram perdas na qualidade da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria paranaense, que ainda est\u00e3o sendo contabilizadas no campo. As lavouras de trigo \u00e0 espera da colheita tiveram piora nas condi\u00e7\u00f5es. Atualmente 42% das \u00e1reas restantes s\u00e3o classificadas como boas, ante 65% da semana anterior. 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