{"id":14414,"date":"2022-11-23T19:03:16","date_gmt":"2022-11-23T22:03:16","guid":{"rendered":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/?p=14414"},"modified":"2022-11-23T19:03:16","modified_gmt":"2022-11-23T22:03:16","slug":"caminho-do-peabiru-como-circuito-turistico-sera-debatido-em-seminario-entre-28-e-30-de-novembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/index.php\/2022\/11\/23\/caminho-do-peabiru-como-circuito-turistico-sera-debatido-em-seminario-entre-28-e-30-de-novembro\/","title":{"rendered":"Caminho do Peabiru como circuito tur\u00edstico ser\u00e1 debatido em semin\u00e1rio entre 28 e 30 de novembro"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Evento acontece na Tr\u00edplice Fronteira e \u00e9 organizado pelo Consulado-Geral do Brasil em Ciudad del Este, Governo do Paran\u00e1 e ICMBio, com apoio da Prefeitura de Foz<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar no Caminho de Peabiru ou Tap\u00e9 Aviru, como \u00e9 conhecido no Paraguai? Os peabiru s\u00e3o antigas trilhas usadas pelos guaranis muito antes do descobrimento da Am\u00e9rica do Sul. Debater projetos para revitaliza\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea como caminho tur\u00edstico \u00e9 a proposta do Semin\u00e1rio Internacional sobre os Caminhos do Peabiru, que acontece entre os dias 28 e 30 de novembro na Tr\u00edplice Fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento \u00e9 organizado pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, Governo do Paran\u00e1, ICMBio e Consulado-Geral do Brasil em Ciudad del Este, e tem apoio da Prefeitura de Foz do Igua\u00e7u.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 28 de novembro, o semin\u00e1rio ser\u00e1 no audit\u00f3rio da Itaipu Binacional, em Hernandarias, no Paraguai. No dia 29 de novembro, ser\u00e1 no audit\u00f3rio do Parque Nacional do Igua\u00e7u, em Foz do Igua\u00e7u. No dia 30, \u00faltimo dia do evento, ser\u00e1 feita uma oficina de planejamento e implementa\u00e7\u00e3o de trilhas voltada para profissionais do setor e volunt\u00e1rios da Rede Brasileira de Trilhas.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento tem como objetivo estreitar as rela\u00e7\u00f5es entre os projetos brasileiro e paraguaio de revitaliza\u00e7\u00e3o do Caminho do Peabiru, buscando trocar experi\u00eancias e aprendizados na montagem e opera\u00e7\u00e3o de caminhadas de longa dist\u00e2ncia com fulcro hist\u00f3rico, cultural e natural. O debate tamb\u00e9m visa criar estrat\u00e9gias de implanta\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do Peabiru como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural comum aos dois pa\u00edses e, por meio dele, melhorar a integra\u00e7\u00e3o fronteiri\u00e7a na \u00e1rea de Ciudad del Este\/Foz do Igua\u00e7u.<\/p>\n\n\n\n<p>Participar\u00e3o especialistas do Brasil, Paraguai, Argentina, Bol\u00edvia e Estados Unidos. Entre os palestrantes, est\u00e3o Nat Scrimshaw, presidente da Rede Mundial de Senderos (N\u00facleo para as Am\u00e9ricas) e Omar Sakr, presidente da Lebanon Mountai Trail, refer\u00eancia mundial no assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento \u00e9 gratuito. As inscri\u00e7\u00f5es podem ser feitas por meio do link: https:\/\/bit.ly\/sem-peabiru.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o Caminho do Peabiru<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Caminho do Peabiru era o principal entre eles, e constitu\u00eda-se em uma via que ligava os Andes ao Atl\u00e2ntico, mais precisamente, Cusco, no atual Peru, ao litoral brasileiro, na altura da ba\u00eda de Paranagu\u00e1, estendendo-se por cerca de 3.000 quil\u00f4metros, atravessando os territ\u00f3rios dos atuais Paraguai e Brasil, al\u00e9m de Peru e Bol\u00edvia. Segundo relatos hist\u00f3ricos, o caminho conectava as regi\u00f5es das atuais cidades de Assun\u00e7\u00e3o, Ciudad del Este, Foz do Igua\u00e7u, Alto Piquiri, Iva\u00ed e Tibagi, \u00e0 regi\u00e3o da ba\u00eda de Paranagu\u00e1 e litorais de Santa Catarina e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Restam ainda, em pontos isolados de mata e em algumas localidades, reminisc\u00eancias desse caminho, que se caracterizava por apresentar cerca de 1,4 metro de largura e leito com rebaixamento m\u00e9dio em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do solo de cerca de 40 cm, recoberto por uma gram\u00ednea denominada puxa-tripa. Nos seus trechos mais dif\u00edceis, o caminho chegava a ser pavimentado com pedras. Em alguns lugares, era sinalizado com inscri\u00e7\u00f5es rupestres, totens e s\u00edmbolos astron\u00f4micos de origem ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1970, uma equipe coordenada pelo professor Igor Chmyz, da Universidade Federal do Paran\u00e1, identificou cerca de 30 km remanescentes da trilha no estado do Paran\u00e1. Ao longo desse trecho, foram, ainda, identificados s\u00edtios arqueol\u00f3gicos com vest\u00edgios das habita\u00e7\u00f5es utilizadas provavelmente quando os ind\u00edgenas estavam em tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: PMFI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento acontece na Tr\u00edplice Fronteira e \u00e9 organizado pelo Consulado-Geral do Brasil em Ciudad del Este, Governo do Paran\u00e1 e ICMBio, com apoio da Prefeitura de Foz Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar no Caminho de Peabiru ou Tap\u00e9 Aviru, como \u00e9 conhecido no Paraguai? 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