{"id":14232,"date":"2022-11-11T08:26:58","date_gmt":"2022-11-11T11:26:58","guid":{"rendered":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/?p=14232"},"modified":"2022-11-11T08:39:46","modified_gmt":"2022-11-11T11:39:46","slug":"hospitais-reorganizam-praticas-de-descarte-e-encontram-alternativas-na-gestao-sustentavel-de-residuos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/index.php\/2022\/11\/11\/hospitais-reorganizam-praticas-de-descarte-e-encontram-alternativas-na-gestao-sustentavel-de-residuos\/","title":{"rendered":"<strong>Hospitais reorganizam pr\u00e1ticas de descarte e encontram alternativas na gest\u00e3o sustent\u00e1vel de res\u00edduos<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Iniciativas transformam quase mil unidades de TNT em artesanato, 2,5 toneladas de enxovais em revestimento automotivo e 1,3 mil esponjas em resina pl\u00e1stica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia de covid-19 aumentou o descarte de res\u00edduos hospitalares em dezenas de milhares de toneladas. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe), apenas em 2020 houve um acr\u00e9scimo de 15% nesse tipo de descarte no Brasil. O n\u00famero exp\u00f5e a necessidade urgente de melhorias nas pr\u00e1ticas de descarte e processamento desses res\u00edduos. Nesse cen\u00e1rio, institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade de Curitiba (PR) buscam alternativas para mudar o destino de materiais que antes iriam para o lixo. Entre os projetos est\u00e1 a transforma\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de TNT em artesanato, de enxovais hospitalares em revestimento automotivo e de esponjas de cozinha em resina pl\u00e1stica industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agregar valores ambientais, sociais e econ\u00f4micos, sem perder de vista as quest\u00f5es sanit\u00e1rias, \u00e9 fundamental quando o assunto s\u00e3o hospitais&#8221;. \u00c9 no que acredita a analista de Sustentabilidade S\u00eanior do Grupo Marista, El\u00e3ine Cristina de Souza Kurscheidt, que ajuda a desenhar sa\u00eddas vi\u00e1veis e sustent\u00e1veis na gest\u00e3o de res\u00edduos das unidades de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade do grupo. Um exemplo \u00e9 o projeto com o TNT n\u00e3o contaminado dos hospitais Universit\u00e1rio Cajuru e Marcelino Champagnat que, ap\u00f3s deixar de ser utilizado para manter esterilizadas as caixas de instrumentais cir\u00fargicos, agora \u00e9 encaminhado ao grupo de volunt\u00e1rios M\u00e3os que Transformam. &#8220;Desde julho deste ano, foram mais de 895 unidades de TNT &#8211; isso equivale a sobras pr\u00e9-cir\u00fargicas de 420 procedimentos &#8211; encaminhadas para ganhar um novo significado&#8221;, explica El\u00e3ine.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto coloca o TNT feito \u00e0 base de petr\u00f3leo longe do lixo comum, impedindo o impacto ambiental e mudando a vida das pessoas por meio do artesanato. Com o objetivo inicial de amenizar a rotina de hospitais, os volunt\u00e1rios do grupo M\u00e3os que Transformam produzem pe\u00e7as que v\u00e3o mudar o dia a dia de pacientes e profissionais de sa\u00fade, especialmente em datas comemorativas. O que antes era lixo, vira sacola retorn\u00e1vel, marcador de livro e lixeira de carro. &#8220;Saber que a arte e a gentileza podem melhorar a vida de algu\u00e9m nos inspira e motiva para darmos os pr\u00f3ximos pontos&#8221;, conta a coordenadora de pastoral e voluntariado dos hospitais, Nilza Brenny.<\/p>\n\n\n\n<p>Novo caminho para res\u00edduos<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento do fluxo e do per\u00edodo de perman\u00eancia dos pacientes nos momentos mais cr\u00edticos da pandemia impactou diretamente os n\u00fameros da produ\u00e7\u00e3o de lixo. A gera\u00e7\u00e3o total de res\u00edduos nos hospitais Marcelino Champagnat e Universit\u00e1rio Cajuru aumentou em 10% na compara\u00e7\u00e3o entre 2020 e 2021. Enquanto o Marcelino Champagnat atuou como refer\u00eancia em casos de covid-19, o Hospital Universit\u00e1rio Cajuru, com atendimento 100% SUS, concentrou grande parte dos traumas de Curitiba e regi\u00e3o metropolitana desde o in\u00edcio da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>E foi a partir da\u00ed que a\u00e7\u00f5es preocupadas com o meio ambiente ganharam cada vez mais espa\u00e7o. Em plena pandemia, os hospitais pertencentes ao Grupo Marista criaram um projeto de reciclagem de enxovais hospitalares. Com isso, conjuntos de roupas usadas por pacientes e equipes s\u00e3o agora transformadas em revestimento automotivo. As pe\u00e7as s\u00e3o armazenadas, coletadas e, na sequ\u00eancia, desfibradas para ganharem novos usos. &#8220;Sempre tivemos um volume grande de enxovais descartados, e come\u00e7amos a perceber que era necess\u00e1rio buscar uma solu\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora, j\u00e1 conseguimos minimizar o impacto ambiental ao impedir que 2,5 toneladas de enxovais fossem descartadas em lixo comum ou infectante&#8221;, relata o gerente de Facilities do Grupo Marista, Fabio Pace Adamo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na contram\u00e3o do aterro sanit\u00e1rio, as cozinhas dos hospitais tamb\u00e9m coletam esponjas usadas e as direcionam para que se tornem um novo produto, como um banco ou uma lixeira. O projeto, que come\u00e7ou no final de 2019, j\u00e1 destinou mais de 1,3 mil esponjas para a reciclagem. &#8220;O primeiro passo foi sensibilizar a equipe que atua nas cozinhas sobre a import\u00e2ncia dessa a\u00e7\u00e3o. Logo, conseguimos mostrar que reciclar sempre d\u00e1 um retorno positivo para o meio ambiente&#8221;, conta a coordenadora de nutri\u00e7\u00e3o dos hospitais, Patr\u00edcia Conter Lara Prehs.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na cozinha, outro projeto busca conscientizar frequentadores dos restaurantes do grupo e tamb\u00e9m dos hospitais sobre o desperd\u00edcio de alimentos. Para impactar a a\u00e7\u00e3o, pilhas de alimentos &#8211; como sacos de arroz, feij\u00e3o, e outros produtos n\u00e3o perec\u00edveis &#8211; s\u00e3o colocadas nas entradas dos refeit\u00f3rios, simulando a quantidade de comida descartada todos os meses. No primeiro m\u00eas da iniciativa, o programa reduziu em 75 quilos os alimentos desperdi\u00e7ados nos dois restaurantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"451\" src=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/residuos-hospitalares.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14233\" srcset=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/residuos-hospitalares.jpg 800w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/residuos-hospitalares-300x169.jpg 300w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/residuos-hospitalares-768x433.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Site Bio Res\u00edduos\/Internet<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativas transformam quase mil unidades de TNT em artesanato, 2,5 toneladas de enxovais em revestimento automotivo e 1,3 mil esponjas em resina pl\u00e1stica A pandemia de covid-19 aumentou o descarte de res\u00edduos hospitalares em dezenas de milhares de toneladas. 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