{"id":13669,"date":"2022-10-18T15:53:40","date_gmt":"2022-10-18T18:53:40","guid":{"rendered":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/?p=13669"},"modified":"2022-10-18T15:54:46","modified_gmt":"2022-10-18T18:54:46","slug":"ha-40-anos-itaipu-resgatava-36-mil-animais-na-formacao-do-reservatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/index.php\/2022\/10\/18\/ha-40-anos-itaipu-resgatava-36-mil-animais-na-formacao-do-reservatorio\/","title":{"rendered":"H\u00e1 40 anos, Itaipu resgatava 36 mil animais\u00a0na forma\u00e7\u00e3o do reservat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>H\u00e1 40 anos \u2013 completados na \u00faltima quinta-feira (13) \u2013, a Itaipu empreendia uma grande opera\u00e7\u00e3o para resgatar os animais que ficaram ilhados por conta da forma\u00e7\u00e3o do reservat\u00f3rio. Em 1982, a opera\u00e7\u00e3o Mymba Kuera \u2013 que ficou conhecida como \u201cpega-bicho\u201d \u2013 chegou a resgatar 36 mil animais.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f4nio Louren\u00e7o, que atualmente trabalha como tratorista no Ref\u00fagio Biol\u00f3gico Bela Vista (RBV), atuou em uma das equipes de resgate. Ele conta que passou por um treinamento de cinco semanas antes da empreitada. Na \u00e9poca, n\u00e3o havia muito conhecimento sobre o resgate da fauna t\u00edpica da Mata Atl\u00e2ntica. Segundo ele, as t\u00e9cnicas dispon\u00edveis eram, em boa parte, importadas e tratavam de animais que n\u00e3o existiam aqui em vida livre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/barco-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13671\" srcset=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/barco-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/barco-300x201.jpg 300w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/barco-768x513.jpg 768w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/barco-1536x1027.jpg 1536w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/barco.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cPor isso, a gente tinha que adaptar muita coisa. E o aprendizado na pr\u00e1tica tamb\u00e9m foi importante. Mas correu tudo muito bem, sem acidentes graves\u201d, revela Ant\u00f4nio que, durante os 19 dias da opera\u00e7\u00e3o, ficou hospedado em um hotel em Santa Helena, de onde sa\u00edam diariamente as embarca\u00e7\u00f5es para fazer os resgates ao redor das ilhas que se formavam com o enchimento do lago. Essa era a principal estrat\u00e9gia.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA gente sa\u00eda cedo e j\u00e1 tinha que levar comida, \u00e1gua, tudo que fosse necess\u00e1rio para passar o dia inteiro no barco\u201d, lembra. Dos muitos salvamentos que fez, os de duas jaguatiricas est\u00e3o entre os mais desafiadores. \u201cHoje \u00e9 um orgulho muito grande ver toda essa floresta em volta do lago. \u00c9 um cuidado com a natureza que come\u00e7ou ali, no resgate dos animais\u201d, completa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cobra-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13672\" srcset=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cobra-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cobra-300x200.jpg 300w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cobra-768x512.jpg 768w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cobra-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cobra.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Milton Dutra Campos, que tamb\u00e9m participou da opera\u00e7\u00e3o, conta que o dia a dia apresentava sempre novos desafios. Com a subida das \u00e1guas, havia muitos troncos e galhos que, por vezes, quebravam as h\u00e9lices do barco ou at\u00e9 mesmo chegavam a furar alguma embarca\u00e7\u00e3o infl\u00e1vel. \u201cE a gente ia nas \u00e1rvores porque os macacos chamavam a aten\u00e7\u00e3o, mas, quando encostava o barco, ca\u00eda uma cobra dentro. Da\u00ed se enfiava embaixo do estrado e a gente tinha que ir at\u00e9 a margem, tirar tudo, la\u00e7ar a cobra e guardar na caixa. Isso era muito comum.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, a opera\u00e7\u00e3o envolveu cerca de 160 pessoas no Brasil e no Paraguai. Ao final, 54 esp\u00e9cies foram registradas. A maior parte dos animais foi solta nas \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o que a Itaipu mant\u00e9m em torno de seu reservat\u00f3rio. Uma pequena parte tamb\u00e9m deu origem plantel de esp\u00e9cimes abrigados no RBV.<\/p>\n\n\n\n<p>A unidade de conserva\u00e7\u00e3o, que \u00e9 reconhecida pela Unesco como posto avan\u00e7ado da Reserva da Biosfera da Mata Atl\u00e2ntica, hoje mant\u00e9m exemplares de mais de 60 esp\u00e9cies de fauna desse bioma, com destaque para on\u00e7as-pintadas, antas e harpias. Ali, al\u00e9m da visita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico em geral, s\u00e3o desenvolvidos projetos de conserva\u00e7\u00e3o, pesquisa cient\u00edfica e educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA opera\u00e7\u00e3o Mymba Kuera \u00e9 um marco na hist\u00f3ria da Itaipu. Juntamente com a forma\u00e7\u00e3o do cintur\u00e3o verde de \u00e1reas protegidas em torno do reservat\u00f3rio, essa opera\u00e7\u00e3o reflete o compromisso da empresa com a conserva\u00e7\u00e3o ambiental, para minimizar impactos e assegurar a manuten\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio natural da regi\u00e3o\u201d, afirma o Superintendente de Gest\u00e3o Ambiental da Itaipu, Ariel Scheffer da Silva.<\/p><p><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" data-id=\"13670\" src=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/itai-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13670\" srcset=\"https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/itai-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/itai-300x200.jpg 300w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/itai-768x512.jpg 768w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/itai-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/acontecenafronteira.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/itai.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Fotos:<em>\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ant\u00f4nio Louren\u00e7o e Milton Dutra Campos no Portinho do Ref\u00fagio Biol\u00f3gico. Foto: Sara Cheida\/Itaipu Binacional.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8211; Milton Dutra Campos captura cobra durante a opera\u00e7\u00e3o Mymba Kuera. Foto: Acervo Pessoal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8211; Milton Dutra Campos na \u00e9poca do enchimento do reservat\u00f3rio. Foto: acervo pessoal.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 40 anos \u2013 completados na \u00faltima quinta-feira (13) \u2013, a Itaipu empreendia uma grande opera\u00e7\u00e3o para resgatar os animais que ficaram ilhados por conta da forma\u00e7\u00e3o do reservat\u00f3rio. Em 1982, a opera\u00e7\u00e3o Mymba Kuera \u2013 que ficou conhecida como \u201cpega-bicho\u201d \u2013 chegou a resgatar 36 mil animais. 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