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Durante participação no podcast Guarda Volume, no dia 15 de abril, o jornalista Edi Queiroz fez uma série de denúncias públicas contra a vereadora Anice Gazzaoui, levantando suspeitas sobre práticas políticas irregulares, uso indevido de recursos e articulações nos bastidores do poder municipal.
As declarações foram feitas ao longo de uma transmissão extensa, na qual o jornalista afirmou existir uma “ligação entre fatos do passado e acontecimentos atuais” envolvendo a atuação política da parlamentar.
Acusações sobre atuação política e CPIs
Segundo Edi Queiroz, a vereadora teria adotado, ao longo dos anos, uma postura política baseada em negociações de bastidores. Ele afirmou que, tanto em gestões anteriores quanto no atual cenário político municipal, Anice teria utilizado a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) como instrumento de pressão.
“Ela começa a CPI, faz os acordos dela e derruba a CPI”, afirmou o jornalista durante o programa.
Ainda de acordo com ele, a criação de blocos políticos, como o chamado “G9”, teria sido utilizada estrategicamente para ampliar influência dentro da Câmara e obter espaços na administração municipal.
Supostos benefícios e troca de favores
O jornalista também alegou que a vereadora teria conseguido cargos e parcerias dentro da prefeitura após articulações políticas. Segundo ele:
“Conseguiu tudo o que queria de cargo na prefeitura, conseguiu tudo o que queria de parceria e depois deixou a maioria dos vereadores de lado.”
Edi Queiroz afirmou ainda que essas ações teriam ocorrido mediante acordos políticos internos, embora não tenha apresentado documentos ou provas durante a transmissão.
Denúncias envolvendo uso de recursos públicos
Entre as acusações mais graves, o jornalista citou o suposto uso indevido de recursos e bens públicos. Ele mencionou:
Distribuição de mais de 300 cestas básicas que teriam origem em uma entidade religiosa;
Entrega de kits esportivos, supostamente da Secretaria de Esportes de Foz do Iguaçu, a representantes de outras cidades;
Possível favorecimento político por meio de emendas impositivas.
“Kit nosso que a senhora pegou aqui na Secretaria de Esporte e foi levar para outras cidades”, declarou.
Alegações de irregularidades e investigações
Durante o podcast, Edi Queiroz também mencionou a existência de investigações e denúncias em andamento, incluindo:
Suposto caso de “rachadinha”, que estaria sendo analisado por órgãos de controle;
Alegações de empresários que teriam gravado pedidos de dinheiro;
Possível uso de influência para obtenção de vantagens políticas.
“Temos histórias de empresários aqui da cidade que gravaram você pedindo dinheiro”, disse.
O jornalista afirmou ainda que teria recebido informações adicionais sobre esses casos, sem detalhar fontes ou apresentar evidências públicas no momento da fala.
Ataques pessoais e críticas diretas
Além das denúncias, o discurso foi marcado por críticas duras e ataques pessoais à vereadora. Em diversos momentos, Edi Queiroz questionou a integridade de Anice Gazzaoui e a desafiou a tomar medidas judiciais:
“Me processe se você for uma pessoa honesta”, afirmou.
Ele também criticou a atuação da parlamentar na tribuna da Câmara, alegando que ela teria utilizado o espaço público para se defender de acusações sem apresentar esclarecimentos concretos.
Ausência de posicionamento
Até o momento, não há registro de resposta pública da vereadora Anice Gazzaoui sobre as declarações feitas no podcast. O espaço permanece aberto para manifestação da parlamentar.
As denúncias surgem em meio a um ambiente político já tensionado em Foz do Iguaçu, marcado por disputas internas, formação de blocos legislativos e debates sobre a eficiência da gestão pública municipal.
Especialistas em direito público ressaltam que acusações dessa natureza exigem apuração rigorosa pelos órgãos competentes, como Ministério Público e tribunais de contas, garantindo o contraditório e a ampla defesa.
Por : Guarda Volume / MARCIO QUEIROZ VÍTOR
