Noticias da Triplice fronteira

Cidade Destaque

Cidades de fronteira defendem barreiras sanitárias

Com a coordenação da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) será solicitado apoio ao Ministério da Saúde


A proposta de Foz do Iguaçu pela instalação de barreiras sanitárias na Ponte da Amizade, entre o Brasil e o Paraguai, tem a adesão de outras cidades que fazem fronteiras secas com outros países. Os prefeitos destes municípios pactuaram a construção de um documento, pleiteando de forma oficial ao Ministério da Saúde apoio em ações que atendam demandas de testagem, vacinação e vigilância sanitária.A

A articulação é coordenada pela FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) através do vice-presidente nacional da frente das cidades fronteiriças, Chico Brasileiro. Nesta quarta-feira (2), o prefeito de Foz afirmou que as cidades estão à disposição para colaborar com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e aguardam liberação e apoio financeiro do governo federal para executar essa tarefa.

“Temos papel fundamental no controle da covid-19 no Brasil, porque nossos municípios são a porta de entrada. Precisamos realmente fazer controle de vigilância e podemos ajudar a frear essa transmissão acelerada se tivermos um bom controle e uma boa vigilância de fronteira”, afirmou Brasileiro no encontro, um dia após a FNP reunir e definir junto a prefeitos de cidades aeroportuárias uma demanda por controle sanitário eficiente em localidades que recebem voos internacionais.

No que diz respeito às regiões fronteiriças, os prefeitos  declararam compromisso em “fazer vigilância significativa na fronteira”, disse Chico Brasileiro.

Mais vacinas

O prefeito de Foz afirmou que a portaria 654, do governo federal define uma política para portos, aeroportos e fronteiras, mas que as fronteiras com o Paraguai estão totalmente liberadas. “Precisamos do apoio do governo. Apenas o município não consegue instalar essa barreira em uma área que é federal”, disse.

Além da questão posta sobre as barreiras sanitárias, o grupo também discutiu a possibilidade da ampliação do número de doses de vacina para as cidades fronteiriças. Isso porque, de acordo com o prefeito Chico Brasileiro, há muitos brasileiros que moram nos países vizinhos. “Na faixa da fronteira de Foz com o Alto Paraná (Paraguai), são 98 mil brasileiros residindo”, disse.

Dessa maneira, o grupo quer que esse público extra esteja previsto nos lotes de distribuição de vacina, “até porque também são usuários do nosso sistema de saúde”, afirmou Brasileiro, defendendo a urgência de doses extras para essas regiões.

Apoio do Conasems

O secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, também participou da reunião e afirmou apoiar as demandas da FNP junto ao Ministério da Saúde.

O gestor falou sobre a possibilidade do encaminhamento de novos testes aos municípios, com a expectativa da chegada de 15 milhões de unidades; e sobre a previsão de cerca de mais 50 milhões de doses de vacina para serem administradas como primeira dose. “Podemos atender essas demandas bem fundamentadas e fazer a defesa aqui”, concluiu.

Participaram, ainda, representantes de Alegrete (RS), Candiota (RS), Barra do Quaraí (RS), Dom Pedrito (RS), Itaqui (RS), Jardim (MS), Porto Murtinho (MS), Epitaciolândia (AC), Dioníso Cerqueira (RS) e Cerro Largo (RS).

0 COMMENTS

  1. What i do not realize is in fact how you are now not really much more neatly-liked than you might be right now. You’re so intelligent. You realize thus considerably in relation to this subject, made me in my opinion believe it from numerous various angles. Its like men and women are not involved unless it is one thing to accomplish with Girl gaga! Your individual stuffs outstanding. Always deal with it up!

LEAVE A RESPONSE