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Ciclista vai pedalar 700 quilômetros de Curitiba a Foz do Iguaçu e arrecadar alimentos para famílias

‘Como eu, muitos ficaram sem renda na pandemia e quero ajudar’, disse Ricardo Araujo

A pandemia fez com que a empresa do Ricardo Araújo, de 38 anos, fechasse as portas. Com a vida financeira prejudicada, o morador de Curitiba ficou incomodado ao pensar que não poderia ajudar outras famílias no período de Natal, como fez por vários anos.

Araújo ficou inquieto e não desistiu das doações. Ciclista há um ano e desempregado desde março, decidiu pedalar 700 quilômetros para arrecadar 700 quilos de alimentos para pessoas em vulnerabilidade social.

Como parte da campanha, ele saiu da capital, neste domingo (13), e vai viajar de bicicleta até Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

“‘Desde março tem muita gente sofrendo por falta de emprego, eu mesmo não tenho condições financeiras de comprar cestas básicas. Como eu, muitos ficaram sem renda na pandemia e quero ajudar. Por isso, juntei meu prazer de andar de bicicleta com a ideia de arrecadar alimentos. Agora todo mundo está ajudando um pouco, amigos, parentes, vizinhos.”

A viagem de bicicleta deve durar cerca de 10 dias, conforme o planejamento do ciclista. Nesse período, a campanha estará em andamento.

“Fizemos um levantamento de algumas pessoas que estão passando por dificuldade e algumas instituições, mas isso vai depender se vou alcançar o objetivo para montarmos as cestas básicas. Minha esposa receberá as doações enquanto eu estiver viajando.”

O ciclista vai viajar com recursos próprios para bancar as estadias no caminho e a alimentação. Chegando em Foz do Iguaçu, retornará para casa de ônibus.

Por enquanto, apenas a esposa de Araújo está empregada. Por causa da suspensão das aulas presenciais, ele tem cuidado dos dois filhos em casa.

Segundo Araújo, apesar das dificuldades após a renda diminuir, ele está feliz por saber que está com saúde e pode ajudar o próximo.

“A gente vê o rosto dessas pessoas te agradecendo e isso não tem preço, isso te dá forças para fazer qualquer ação. Ter saúde é motivo para agradecer todos os dias e se eu tiver oportunidade, farei o bem”, disse sobre as doações.

Araújo conseguiu algumas parcerias e está recebendo os alimentos em alguns pontos de Curitiba. A divulgação dos locais é feita pelas redes sociais do ciclista.

Desemprego na pandemia

O desemprego na pandemia registrou queda no Paraná, em outubro, mas ainda afeta 590 mil pessoas, conforme o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desocupação no Paraná foi de 10,1% em outubro. Em setembro, a taxa estava em 11,1%, quando 651 mil pessoas estavam sem trabalho, de acordo com o IBGE.

O Paraná possui a quinta menor taxa do Brasil, ficando atrás de Santa Catarina, Rondônia, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. 

Por G1

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