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Ronaldinho Gaúcho e o irmão, Roberto, podem regressar para o Brasil

O ex-jogador de futebol, Ronaldinho Gaúcho, e o irmão dele, Roberto de Assis Moreira, tiveram uma audiência preliminar nesta segunda-feira (24) e foram beneficiados com a suspensão condicional do procedimento por motivo de uso de documento público com conteúdo falso, pelo qual foram processados ​​no Paraguai.

Os promotores do caso, Federico Delfino, Alicia Sapriza, Marcelo Pecci e Osmar Legal, solicitaram a suspensão condicional do processo para Ronaldinho. O Ministério Público requereu a suspensão condicional do procedimento para o ex-jogador de futebol por um ano e o pedido foi concedido pelo magistrado.

Em relação a Roberto de Assis Moreira, os promotores afirmaram que foi ele quem contactou o grupo criminoso que preparou os documentos, além de ter os documentos com conteúdo falsificado em seu poder. No entanto, a defesa de Roberto de Assis sustentou que o cliente manteve contato com um dos réus no processo, mas que não solicitou a preparação dos documentos paraguaios.

O juiz Gustavo Amarilla proferiu pena de dois anos de prisão para Roberto de Assis, mas com suspensão da execução da pena pelo mesmo período. Também ordenou a doação de US$ 110 mil, a título de reparação de danos sociais. Ele e o irmão devem estabelecer domicílio no Brasil.

O magistrado explicou que o dinheiro será destinado ao Ministério da Justiça, para o combate a Covid-19, na compra de insumos de saúde e equipamentos de biossegurança de agentes penitenciários de todo o país.

No caso de Ronaldinho é necessária uma doação de US$ 90 mil, que serão repassados para a Universidade Nacional de Assunção (UNA) e à causa Todos Somos Bianca.

Anteriormente, ele já havia depositado US$ 1,6 milhão como garantia. Desse total, US$ 1,4 serão devolvidos, descontando o valor para reparar o dano social.

Ronaldinho Gaúcho e o irmão Roberto foram presos preventivamente na Agrupação Especializada da Polícia Nacional. Desde 7 de abril estão em confinamento domiciliar em um hotel em Assunção.

Depois de cinco meses na prisão, os irmãos recuperaram a liberdade e poderão retornar ao seu país. Ambos chegaram a Assunção em 4 de março para apoiar um programa de assistência social para meninos e meninas no Paraguai. Saíram do país com documentos brasileiros, mas no aeroporto de Assunção exibiram “passaportes paraguaios autênticos, mas com conteúdo falso”. Há 18 pessoas sendo acusadas no caso.

Por Ultima Hora com Cris Loose Foto Instagram

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