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Onda de frio aumenta busca por casas de acolhimento em Foz

O final de semana promete ser gelado em Foz do Iguaçu. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) há previsão de geada para o sábado (22) e o domingo (23) deve começar com temperatura mínima de 4°C. Com essa nova onda de frio a previsão é de que haja um aumento na busca por acolhimento nos albergues, que atendem pessoas em situação de rua, nos próximos dias. 

Pensando nisso, a Secretaria de Assistência Social do município iniciou preparativos para receber quem precisar de abrigo. Atualmente há 150 vagas disponíveis, em três locais diferentes. Entretanto, mais 50 vagas podem ser abertas caso haja necessidade. 
“Assim como nós fizemos no ano passado, este ano nós mantemos essa ação. Se for confirmada essa previsão de queda de temperatura, nós estaremos preparados para receber essa população vulnerável, com cobertores e tudo mais que for necessário”, disse o secretário de Assistência Social, Elias de Souza. 

Além dos três abrigos fixos, a Assistência Social também mantém atualmente, em parceria com a Cáritas Diocesana, um local para acolhimento emergencial. O espaço, que fica anexo a uma paróquia da cidade, tem capacidade para 30 pessoas e começou a funcionar logo no início da pandemia como forma de controlar a disseminação da Covid-19 nas pessoas em situação de rua. 

“A gente tem todo um cuidado. Levamos primeiro para o acolhimento emergencial, fazemos uma quarentena ali, e depois cada pessoa é transferida para um abrigo de acordo com a classificação e o perfil de cada um”, explicou Souza.
 
Além da busca por um local para dormir e se aquecer, houve também um aumento da procura por alimentação nos últimos meses. De acordo com o secretário de Assistência Social, uma grande parcela das pessoas que buscam ajuda, querem apenas ter acesso a uma refeição e, na maioria das vezes, se recusam a ir para o abrigo. Nessas situações, infelizmente, os assistidos acabam voltando para as ruas. Como a escolha precisa partir da pessoa, a assistência não pode interferir. 

“A gente dobrou a quantidade de alimentos disponíveis no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), desde o início da pandemia, justamente para levar o máximo de pessoas para lá. Nesse local as pessoas tem acesso a banho, roupas limpas e a gente oferece a ida para o acolhimento. Algumas pessoas acabam recusando. A partir do momento em que elas vão para o acolhimento elas passam a ser responsabilidade do estado e por isso existem regras. O serviço não é compulsório, mas fazemos um trabalho de convencimento”, esclareceu Souza. 


Por Gdia

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