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Reabertura da Ponte da Amizade enfrenta a resistência de autoridades sanitárias do Paraguai

A reabertura da Ponte Internacional da Amizade que une Foz do Iguaçu e Ciudad del Este tem mobilizado autoridades e lideranças sociais de ambos os lados da fronteira entre Brasil e Paraguai. Nesta semana, foram apresentados novos protocolos para liberar de maneira inteligente a via, fechada desde 18 de março. As ações enfrentam resistência de autoridades da área da Saúde do governo de Mario Abdo Benitez. 

O ministro Julio Mazzoleni (Saúde) e o diretor de Vigilância Sanitária, Guillermo Sequera, usam a situação epidemiológica para justificar a manutenção do fechamento da fronteira. O Departamento de Alto Paraná contabilizava, nesta terça-feira (11), 2.582 casos e 31 óbitos em decorrência do novo Coronavírus. O Paraná tem 94.124 casos e 2.398 mortes provocadas pela doença.

O principal argumento dos defensores da abertura da Ponte da Amizade é garantir um “fôlego” à economia de Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, afetada pela pandemia. Na reunião, na sede do governo de Alto Paraná, no Paraguai, foram apresentadas propostas para a reabertura inteligente da via.

A ideia, segundo relata o ABC Color, é autorizar a entrada e saída do Paraguai das 5h às 18h. Para isto, o plano prevê a criação de uma plataforma digital para armazenar dados de pessoas que cruzam a fronteira. Também prevista a instalação de um posto de saúde na aduana paraguaia para controlar as entradas e saídas.

A intenção é estabelecer um perímetro de área de livre movimentação, que será considerada de alto risco. Serão posicionados cordões sanitários junto aos agentes militares, de forma a evitar a entrada e saída descontrolada de pessoas no ponto monitorado.

Debate com trabalhadores

O diretor da 10ª Região de Saúde, Hugo Kunzle, destacou que as propostas serão apresentadas aos sindicatos e demais trabalhadores do microcentro e também a agentes das forças públicas. “A ideia é estabelecer estratégias de longo prazo, sabendo que estamos em um momento epidemiológico muito crítico em nossa cidade, em nosso departamento, assim como do outro lado da fronteira”. 

“Esperamos que esses números diminuam e em breve nos ofereça a possibilidade de reabertura gradual da ponte”, completou. A presidente da Associação Médica do Alto Paraná, Idalia Medina, afirmou que a reabertura gradativa deve ser planejada. 

“Estamos abertos, a partir da Associação dos Médicos, para apoiar esta iniciativa”, adiantou Idalia Medina. Que completou: “Ver o que é preciso e comprometer o Governo a nos ajudar a ter uma abertura segura para todos”.

Por: Gdia

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