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CCZ divulga ultimo LIRAa do ano epidemiológico

Com base nos dados, município vai reforçar ações de fiscalização e vistorias em áreas de maior incidência de casos

O Centro de Controle de Zoonoses divulgou essa semana o último LIRAa (Índice Rápido para Aedes aegypti) do ano Epidemiológico 2019/2020. O Índice de Infestação Predial (IIP%), que tem como base o levantamento dos diversos depósitos/criadouros com larvas e pupas do vetor, foi de 0,52%, com Baixo Risco para epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito.

Já o Índice Predial de Armadilhas (IPA%), foi de 10,75%, isso significa que a cada 100 armadilhas, em aproximadamente 11 delas houve captura do Aedes Aegypti. O índice coloca o município em Alto Risco para epidemias de doenças transmitidas pelo mosquito.

O levantamento colheu amostras em 4.815 imóveis do município e em 2.502 armadilhas. Com base nos dados, o Comitê de Combate a Dengue anunciou um reforço nas visitas domiciliares em áreas de maior incidência de casos.

O diretor do CCZ Carlos Santi, destacou que o Índice de Infestação Predial (IIP%) é reflexo de ações realizadas pelo município, intermediado pelo Comitê Municipal de Controle e Prevenção da Dengue, com envolvimento de várias secretarias e de outros setores.

“O resultado de 0,52% foi o menor índice já registrado desde 2017, comprovando que as ações conjuntas entre o Poder Público e a comunidade são primordiais para o controle do vetor e consequentemente a diminuição dos casos da doença”, avaliou.

Apoio e ações
O levantamento também mostrou o tipo de criadouro mais encontrado com larvas do mosquito. Em mais de 50% são do tipo B, pequenos e temporários. “É necessário que as pessoas voltem a tomar esses cuidados mais do que nunca, limpando seus quintais, calhas, e evitando descarte de lixo em locais incorretos”, ressalta Santi. Entre as ações adotadas após o levantamento está a aplicação de inseticidas com bombas costais e a ampliação das visitas, realizadas rotineiramente pelo CCZ.

Ano epidemiológico
O ultimo LIRAa marca também o fim do ano epidemiológico da dengue, que iniciou em agosto de 2019 e encerra neste mês de julho. O período encerrou com o registro de 26.078 casos notificados e 19.407 confirmados, ratificando a maior epidemia já registrada pelo município em relação ao número de casos da doença.
Assim como registrado no estado do Paraná, o município também apresentou circulação simultânea de três sorotipos virais, sendo a predominância do DENV-2 em relação aos sorotipos DENV-1 e DENV-4. A incidência foi de 7.366,81 casos para cada 100 mil habitantes na cidade, enquanto no estado foi de 1.804,44.

Ao longo do período o uso de inseticida também serviu de ferramenta de combate ao mosquito. No total, 11 áreas receberam o tratamento via UBVs pesadas acoplados a veículos (Leco ou Fumacê) com início no dia 16/06 e término em 25/06/2020. A escassez na distribuição do produto verificada em todo país, também teve reflexo na cidade, possibilitando apenas três ciclos de aplicações.

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