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Energia vinculada: Itaipu atinge produção contratual mesmo com estiagem e restrições da pandemia

Foi um dos anos mais difíceis para o setor elétrico, mesmo assim a usina conseguiu atender a energia mínima esperada.

Mesmo num ano difícil para o setor elétrico brasileiro, marcado por uma estiagem contínua que rebaixou a maioria dos reservatórios das hidrelétricas, e influenciado também por restrições impostas pela pandemia, a usina de Itaipu vai fechar 2020 com uma produção capaz de atender a chamada Energia Vinculada a potência contratada pelo Brasil e o Paraguai.
Itaipu atingirá neste domingo, 27, a marca de 75.647.808 megawatts-hora (MWh) de suprimento. O valor corresponde à chamada energia vinculada, que a usina é obrigada, por contratos, a produzir anualmente, e cuja tarifa permite à empresa pagar todas as suas despesas e compromissos.
Essa quantidade de energia contratada é calculada com base nas vazões históricas do Rio Paraná, e está associada aos menores valores registrados. Isto é, quando foram estabelecidos os contratos, foi pensada a produção mínima que Itaipu poderia atender, mesmo numa situação de seca contínua como a enfrentada ao longo de 2020.
A longa estiagem obrigou Itaipu a gerar a menor quantidade de energia desde 1995. Mesmo assim, a quantidade é impressionante. Os 75,6 milhões de MWh da energia vinculada seriam suficientes para atender:
• O mundo por 29 horas;
• O Brasil por 1 mês e 27 dias;
• A cidade de São Paulo por 2 anos e 9 meses;
• O Paraguai por 5 anos e 3 meses;
• O estado do Paraná por 2 ano e 4 meses; ou
• Por um ano, 130 cidades do porte de Foz do Iguaçu.
Produtividade
Para produzir a energia contratual, Itaipu superou metas e atuou de forma a garantir que as unidades geradoras estivessem disponíveis o maior tempo possível.
Foi assim que, em 2020, o índice de disponibilidade das unidades geradoras está em 97,04% – superior à meta da área técnica da usina, que é 94%. Já o índice de indisponibilidade forçada, que mostra quando as unidades geradoras estão paradas por falhas técnicas ou humanas, está em apenas 0,08%, quando a referência de valor para a área técnica é que seja inferior a 0,5%.
Outro ponto a ser destacado é que, mesmo com toda a dificuldade que a pandemia trouxe, o “Backlog” (tempo necessário para execução de todas as manutenções pendentes nos equipamentos da usina) permaneceu dentro dos níveis normais, ou seja, as equipes de manutenção otimizaram e refizeram o planejamento das atividades tendo como resultado um plano preventivo rigorosamente em dia, executando todas as manutenções previstas no ano de 2020.
“O ano que termina não deixará saudade nem para nossos empregados da área técnica. Mas foi justamente em meio a tantas dificuldades que, mais uma vez, as equipes binacionais de Itaipu corresponderam às expectativas, garantindo a gestão eficiente da produção e dos ativos da usina”, elogia o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna. Ele termina em tom otimista: “É mais do que certo que 2021 será melhor para nossa gente, com a pandemia dominada e o fim desse terrível período de estiagem, que tanto afetou nossas usinas”.

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional.

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