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Lideranças da tríplice fronteira discutem ações e protocolo para reabertura da Ponte da Fraternidade

O Codetri, formado por conselhos de desenvolvimento das três cidades, convocou  os representantes do poder público para reunião na próxima semana.

Nessa quinta-feira (5) lideranças de Puerto Iguazú (AR), Foz do Iguaçu (BR) e Ciudad del Este (PY) definiram uma agenda para debater pautas comuns à fronteira. O objetivo é trocar experiências sobre segurança sanitária e ampliar o diálogo com o poder público sobre protocolos para a reabertura da Ponte Internacional da Fraternidade, a Ponte Tancredo Neves, que liga Argentina e Brasil.

A decisão foi tomada durante videoconferência do Comitê Internacional de Crise de Fronteira. A condução dos trabalhos foi deliberada ao Conselho de Desenvolvimento da Região Trinacional do Iguassu (Codetri), que reúne os três conselhos socioeconômicos com atuação na região, sendo Codespi, em Puerto Iguazú; Codefoz, em Foz do Iguaçu; e Codeleste, em Ciudaddel Este.

Na próxima semana, será realizada nova reunião com a participação de autoridades da prefeitura de Puerto Iguazú, governo de Missiones e de representantes de instituições federais da Argentina, ligados às áreas da saúde, agricultura, comércio exterior, aduana e migrações. Cônsules dos três países da região trinacional também estão sendo convidados.

Fronteira fechada – A Ponte da Fraternidade está com restrição de acesso desde março, há quase oito meses, devido a medidas de contenção ao novo coronavírus. A presidente do Codetri, Linda Taiyen explicou que a intenção é buscar soluções conjuntas para problemas que são comuns.  

“Vamos compartilhar experiências sobre medidas sanitárias e protocolos de segurança, a partir do acúmulo que temos com os entendimentos para a reabertura da Ponte da Amizade”, relatou, Taiyen, que afirmou ainda que “somos uma região trinacional e um só destino, por isso o diálogo com autoridades públicas e privadas dos três países, para trabalharmos juntos”. 

Cenário – O presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental de Puerto Iguazú, Pablo Bauzá, fez um balanço das implicações econômicas do fechamento da fronteira.

“O turismo e o comércio estão andando para trás. Não temos intercâmbio com Brasil e Paraguai, a visitação nas Cataratas do Iguaçu é baixa e há poucos voos”, disse.

Bauzá afirmou que os argentinos pretendem trabalhar em conjunto com as instituições dos três países para um plano consensual de reabertura da ponte.

“É possível um planejamento que garanta a segurança para reabrirmos a fronteira, passo a passo, como comprova o processo de retomada feito por Foz e Ciudad del Este, afirmou.

O presidente da Câmara de Comércio de Puerto Iguazú, Joaquin Barreto, também demonstrou aflição com os efeitos negativos da restrição de acesso à ponte entre Argentina e Brasil.

“Estamos muito preocupados. Necessitamos que a fronteira seja reaberta antes das festas do fim de ano, caso contrário, entraremos em uma situação econômica muito complexa”, analisou. 

Para o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz), Mario Camargo, o momento é de unir e ouvir.

“Vamos ampliar os entendimentos com as autoridades argentinas e colaborar. A abertura da Ponte da Amizade demonstra que é possível retomarmos a circulação nas três cidades-irmãs com segurança”, defendeu.

Por Cris Loose Com informações do Codefoz

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