Corpo de Stroessner será exumado para investigação de paternidade

O Tribunal de Justiça de Brasília (DF) autorizou a exumação dos restos mortais do ex-presidente do Paraguai, Alfredo Stroessner para uma prova de paternidade “post mortem”.

A decisão judicial foi publicada no portal Jus Brasil. “Ante à concordância da requerida, única herdeira viva do falecido, que é idosa e residente no Paraguai, com a realização de exame nos restos mortais de seu genitor, defiro a realização da exumação do cadáver de Alfredo Stroessner para colheita de material genético para realização de exame de DNA”, diz o despacho do juiz Ricardo Vieira.

A ação de reconhecimento de paternidade foi movida por Enrique Alfredo Fleitas, suposto filho de Stroessner com Michele Fleitas. Os dois tiveram um relacionamento íntimo na década de 1970, do qual nasceram três filhos, mas dois já estão mortos.

A única filha legítima herdeira de Stroessner na atualidade é Graciela Concepción Stroessner Mora, de 74 anos. Ela concordou em fazer a exumação dos restos mortais de seu pai, que foi enterrado no Brasil durante o exílio.
O despacho judicial indica que o corpo de Stroessner foi enterrado no Cemitério Campos da Esperança. O documento determina que a Polícia Civil do Distrito Federal proceda o acompanhamento da exumação e faça o exame de DNA.

De acordo com o jornal Hoy, na época do relacionamento, Michele era considerada uma das mulheres mais bonitas do Paraguai. Chegou a ser apelidada como a Brigitte Bardot paraguaia. Era uma mulher bela e culta e teria mantido relacionamento com o antigo ditador até sua morte, em agosto de 2006.

A disputa é antiga e envolve valores que chegam a US$ 20 milhões. Stroessner era considerado um “mulherengo”, que gostava de mulheres bonitas e jovens. Existem publicações dando conta que ele adorava virgens, mas isso nunca ficou comprovado.
O antigo ditador Alfredo Stroessner governou o Paraguai com mão de ferro de agosto de 1954 a 3 de fevereiro de 1989, quando foi derrubado por um golpe de estado chefiado por Andrés Rodriguez. Ele fugiu para o Brasil, onde morreu em 16 de agosto de 2006.  

Por Gdia Fotos Divulgação

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