Agente Penitenciário e Detenta da Penitenciaria Feminina de Foz testam positivo para Covid-19

Uma presa e um agente da Penitenciária Feminina de Foz do Iguaçu (PFF) testou positivo para Covid-19. A informação foi confirmada à Rádio Cultura AM pelo chefe do Departamento Penitenciário em Foz (Depen), Marcos Marques. A presa está isolada em cela única, e as pessoas que estão tendo contato com a detenta estão seguindo as orientações de segurança sanitária.

De acordo com Marques, a detenta entrou na Penitenciária no dia 16 de junho, já com os sintomas. Ela teve o exame coletado pelos enfermeiros do presídio e o teste foi realizado pelo Laboratório Municipal. A mulher é da região do Bubas e o marido já foi notificado e permanece em isolamento.

O policial penal atua na Penitenciária Estadual de Foz I (PEF I). Não há informações sobre qual teria sido a forma de infecção. O agente está isolado.

Nesta sexta-feira, 19, os agentes deverão passar por testagem em massa para detectar se há mais casos dentro das penitenciárias de Foz.

Treinamento

Uma equipe de saúde do Departamento Penitenciário de Foz do Iguaçu foi capacitada para coleta de material para exame de diagnóstico da Covid-19, nesta quinta-feira (21/05). O treinamento ocorreu no Hospital Municipal Padre Germano Lauck (HMPGL), o qual é referência no município para atendimento de casos do novo coronavírus.

Três enfermeiros que atuam no Depen de Foz do Iguaçu participaram da aula. Cada um deles é lotado em uma das unidades de Foz do Iguaçu (Penitenciária Feminina, Penitenciárias Estaduais I e II e Cadeia Pública Laudenir Neves). “O objetivo é capacitá-los para que, em caso de necessidade, os presos não precisem sair da unidade para fazer o teste”, explicou o coordenador regional, Marcos Marques.

De acordo com o Hospital Municipal Padre Germano Lauck, o método de coleta é o swab, ou seja, o procedimento consiste em introduzir, em ambas as narinas, hastes flexíveis de algodão (semelhantes a um cotonete) pela narina até a nasofaringe e realizar movimentos rotatórios. Desta forma, são colhidas secreções das narinas e da boca.

“Eles receberem as instruções de como fazer o procedimento de forma a garantir que o material coletado esteja apto para posteriormente ser analisado pelo laboratório”, explicou Marques. Segundo ele, desta forma reduz-se os riscos de um possível deslocamento do preso até a unidade de saúde.

O treinamento foi feito pela enfermeira supervisora do Pronto-Atendimento Respiratório do HMPGL, Isabela Rojas Azevedo. Durante a aula, ela ainda fez questão de tratar sobre a importância da paramentação e os cuidado necessários ao desparamentar o profissional, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação.

Com Depen

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